Em novembro vai ter Anjos do Picadeiro: Encontro Internacional de Palhaços em Florianópolis e vamos apresentar nossos documentários durante o evento. Esse ano esse festival vai homenagear os Biribas e o circo-teatro. Além disso, apresentarei quadros cômicos no Cabaré, um espaço de shows do encontro. Vai ser demais!
23.10.09
É bucha!
Em novembro vai ter Anjos do Picadeiro: Encontro Internacional de Palhaços em Florianópolis e vamos apresentar nossos documentários durante o evento. Esse ano esse festival vai homenagear os Biribas e o circo-teatro. Além disso, apresentarei quadros cômicos no Cabaré, um espaço de shows do encontro. Vai ser demais!
10.9.09
A Morte do Palhaço

7.9.09
23.8.09
A nossa onda de amor não há quem corte
Julio Barroso foi o disc jockey, jornalista e poeta que criou a Gang 90 & As Absurdettes. Ele escrevia as letras, cantava e bolava as apresentações.
As canções da Gang 90 & As Absurdettes misturavam new wave, que Júlio tinha conhecido em suas viagens a Nova York , com inspirações beatniks e coros femininos tipo B-52s. Em 1981 eles apareceram na vanguarda paulistana tocando na discoteca Paulicéia Desvairada e se tornaram conhecidos com Perdidos na Selva, que participou de um festival da Globo. Em 83 eles eram sucesso. Emplacaram Louco Amor na abertura da novela das 8 e tocavam nas rádios o hit Telefone. O vídeo da música é uma delícia de videoarte pop.
Pena que em 1984 Júlio foi encontrado morto. Aparentemente caiu da janela do apartamento em que morava em São Paulo. Emocionante esse relato sobre ele, no radiola urbana.
20.8.09
Sam Raimi e a volta da diversão no terror

A bruxa da história é a mais divertida desde A Bruxa Má do Oeste que azucrinou a pequena Doroty.
8.8.09
2.8.09
Polanski, Macbeth, 1971
Em Macbeth, o diretor utiliza com maestria o caráter sintético da mais breve tragédia de Shakespeare e constrói a narrativa sem rodeios, indo direto ao ponto central da ação da peça: a sequência sangrenta de assassinatos infames.O surgimento do monstro da maldade, alimentado pelo veneno da ambição, surge numa atmosfera de horror. Uma variação da atmosfera que o diretor inventou em O Bebê de Rosemary, talvez ainda mais acentuada pelo medonho assassinato de sua então esposa, a bela Sharon Tate, por um bando de fanáticos religiosos comandados por Charles Manson, apenas 3 anos antes.
O Macbeth de Jon Finch é complexo e crível, em seu acentuado sotaque escocês. A Lady Macbeth de Francesca Annis apresenta uma contradição interessante: em sua aparência feminina e frágil, guarda a dose de perfídia necessária ao convencimento de seu marido para os crimes que se seguem. Na narrativa a transição para a loucura da rainha é aos saltos, o que demonstra de certa forma um pensamento de conexão do diretor em relação à fonte teatral da história.

Na peça de Shakespeare Lady Macbeth aparece relativamente pouco, se formos levar em consideração a fama da personagem, e sua perturbação vai sendo enfatizada pela força de suas entradas: a cena do desmaio, o perverso monólogo em que ela clama ao demônio que tire sua sexualidade para que tenha forças para o crime, a clássica cena do sonambulismo na qual ela tenta lavar o sangue imaginário de suas mãos.
As tensões entre as duas linguagens ocorrem todo o tempo, ora pendentes à teatralidade ora buscando uma certa pureza cinematográfica da ação.
Muitas das ações extra-cena da peça são mantidas extra-campo por Polanski. Por exemplo, como na peça não vemos o suicídio de Lady Macbeth em si, o que parece tentador de ser filmado. Vemos uma cena de loucura da rainha, que antecede gritos de desespero dos castelãos, o relato de um dos serviçais e depois o corpo contorcido da mulher no pátio do castelo. Entendemos que a rainha se jogou da janela da torre, pondo fim à dor de consciência que a enlouquecia.
Mas em outros momentos Polanski consegue de forma criativa tensionar as duas linguagens, a teatral e a cinematográfica, de forma a obter resultados muito fortes. Por exemplo, no texto original, antes de encontrar pela primeira vez as três bruxas, Macbeth vence uma batalha sangrenta e politicamente importante. No texto teatral, a batalha é apenas citada. Na adaptação de Polanski a batalha é construída de forma sonora. Durante os créditos iniciais, depois da primeira profecia das bruxas, a névoa toma conta da tela e ouvimos os sons bizarros da batalha: espadas, cavalos, gritos lancinantes. Ao fim dos créditos a névoa se dissipa e vemos o árido campo de batalha cravejado de pedaços de corpos e moribundos em agonia. O horrível da cena se conecta com a força do som da sequência anterior o que produz um efeito primoroso de diálogo entre o material original de Shakespeare e a adaptação para a tela.
O ponto mais curioso desse tema é também o maior desafio em uma adaptação de Shakespeare para o cinema: o monólogo interior, elemento narrativo teatral por excelência.
Como não colocar o personagem simplesmente falando sozinho, sem ação que não seja verbal (como nas adaptações com Olivier por exemplo)?
Polanski lança mão dos textos em of. O que no teatro é elocução, no filme é pensamento.O rosto de Jon Finch em primeiríssimo plano, seus olhos refletem seus pensamentos dolorosos enquanto o espectador, invandindo a mente do protagonista, escuta seus tormentos. Para enfatizar ainda mais essa opção em determinados momentos o personagem fala parte do texto e depois voltamos ao of. Claramente a opção muda a perspectiva da construção das performances. Os atores interiorizam, literalmente, os monólogos. Falam por dentro e às vezes esses pensamentos explodem em forma de palavra.
É uma espécie de pensamento em ação que resulta numa saída interessante para a adaptação, ainda que acarrete certas redundâncias interpretativas.

30.7.09
27.7.09
Eu não gosto de stand up

Bom, voltando ao stand up: É preciso então simular uma espontaneidade, uma naturalização do texto e da presença, que permita uma identificação entre espectador e performer em um nível bem simples, primário mesmo. Como quando a gente se identifica com um amigo, sem muitos obstáculos, sem muita interpretação, sem poesia intermediando a relação: eu gosto e ponto.
Outro lance interessante é o texto, geralmente criado pelos atores, que na ausência da ação propriamente teatral, é o centro nervoso da performance. Daí as variações são enormes pois dizem respeito ao estilo de cada ator/redator. Atores que escrevem bem saem na frente com muita vantagem.
Outro fato admirável é o tino comercial desses colegas: é isso aí mesmo, cavando trabalho, descobrindo possibilidades de exercer a profissão. É muito digno isso. A vida não tá fácil e stand up é um gênero de produção simples que tá na moda. Sou sempre a favor do correr atrás.
Pode ser um show bem legal. Se estou no ambiente certo, geralmente um bar, vendo atores engraçados, se tomei uns uísques e estou de bom humor...e se o microfone é bom. Pode render risadas descompromissadas e entretenimento genuíno.
Mas... Eu não gosto de stand up.
Primeiro porque quase sempre imagino que tá faltando coisa: falta ação, falta luz, falta figurino, falta texto, falta música... Tá certo que o gênero é norte-americano e lá tem o Seinfeld e todos esses comediantes que foram criados nessa tradição e desenvolveram, durante anos de polimento de seus números, estilos muito próprios e marcantes. Acho que falta mesmo o hábito, e que está se criando uma prática. Bom, a começar pelo nome, o gênero não tem muito de brasileiro né? Porque o Teatro de Revista não volta à moda, hein?
Não é fácil criar um texto simples, popular, razoavelmente inteligente, pelo menos não muito grosseiro, que não seja muito "piada interna" nem muito "tirei da internet", surpreendente e ainda engraçado...e que tenha um fio de construção dramática que envolva os espectadores numa linha de ação e reação mais ou menos coerente. Desfiar piadinhas de salão (módulo gosto duvidoso) em série é fácil. Mas é tosco. O público até ri, mas convenhamos: pra fazer o público rir, sabemos todos, basta falar a palavra mágica: cocô.
Depois outra coisa, essa bem irritante: os não-atores gozadinhos. Com a moda vem esse tipo de coisa, o cara decorou os vídeos do carinha do CQC no youtube e acha que é artista. Não sabe se mover (ou não se mover) em cena. Não articula. Não dá nuances. Não olha pro público. Fala umas sequências de frases de efeito e na segunda-feira vai ser ovacionado na repartição. E a gente que estudou tantos anos pra aprender a subir num palco né?
Vou assistir uns documentários do Discovery e começar a fazer cirurgias cerebrais também, afinal eu sempre sonhei com isso: o glamuroso mundo da medicina.
10.7.09
A louca vida louca de Malcon - episódio perdido.
Malcon e Renato assistem TV.
Ai, tô com uma dor de estômago.
RENATO
Vai ver que é fome.
MALCON
Não, Renato (pausa dramática)... Eu conheço a dor da fome.
FIM DO FLASBACK: Uma lágrima escorre pelo rosto de Malcon. Renato revira os olhinhos e muda de canal.
9.7.09
coluna anti-social

Funerais de Michael Jackson:
Ok, ele morreu, foi uma perda lastimável e eu fiquei muito triste. Mas chega né gente! ? A cerimônia transmitida pro mundo inteiro foi cafona e apelativa. Pra que botar a filhinha dele chorando ao microfone? E aquela família com cara de interesseira? Prova da imensa crueldade da sociedade do espetáculo.

Aniversário do Malcon:

4.7.09
Meu quadro novo
...era um das camisetas que eu mais gostava. Mas ficou velha. De tanto usar ficou toda desbeiçada, além de manchada de desodorante nas axilas. E, bem, o Moz não merece isso. Merece um quadro bem bonito isso sim. Então cortei a estampa e tive a idéia. Ficou lindo e agora enfeita as paredes do meu quarto. Estou planejando fazer o mesmo com uma estampa do Boris Karloff...Bom, pra quem não sacou trata-se do cartaz estilizado de algum show e contém os dizeres "There is a place reserved for me & my friends: MORRISSEY - Paramount Theater, August 22nd". Eu sei que não dá pra ler, foto do celular do Malcon...Os tais amigos do Morrissey são outros dândis dos quais só reconheço Wilde. Quem tiver pistas dos outros, por favor..e não, não, o barbudinho não é o Rubens Ewald Filho, deus me livre.30.6.09
26.6.09
Um adeus
Acordei hoje, depois do choque de ontem, melancólico, ouvindo You Are Not Alone, uma das suas lindas baladas. A notícia da morte do performer, pouco antes do seu anunciado renascimento com disco quase pronto, shows agendados e com ingressos esgotados, me fez pensar na brevidade da vida e na ironia que é a morte. No tempo que passa, mesmo para os deuses. É um triste adeus.

24.6.09
Teatro de Quinta!
Um beijão pro elenco de quinta, que são piadistas de primeira e me receberam muito bem. Pro Seo Renato. E também pro Dani Olivetto, meu colega AACT (Ator Admitido em Caráter Temporário).



